sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo e cuequinhas azuis para toda a gente

Prestes a enfrascar-me num canto escondido da sala, para os adultos não verem e na esperança de que o álcool acabe cedo com este tormento que é o dia da passagem do ano, vim só cá dizer duas coisinhas:

Por favor, ainda vão a tempo e corram a trocar as cuequinhas de licra xunga azul clarinha por coisa um bocadinho mais fina.

Mas pelamordedeus não comprem daquelas com bonequinhos, que eu hoje passei em várias montras que ostentavam orgulhosas cuequinhas com a Kitty no sitio do pipi, cuequinhas com a cara da rata namorada do mickey e outra bonecada medonha.


Fujam disso

Ninguém, homem ou mulher, fica bem com as partes intimas tapadas por bonecada, ninguém.

Isto posto,

É entrar com o pé direito faxavor e muita saúdinha para todos!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ai que doçura!

Apanhei um vírus.
Uma cena que deu cabo de mim.
O que é que se retirou de bom, deste parasita que se alojou no meu aparelho digestivo e que me atirou sem dó nem piedade para o leito, por mais de 48 horas, seguidas?!

Não engordei nas festas!
Ó iééé.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal pra voceis!

E é isto.

Bisu.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Iésse, sou eu outra vez

Bom, eu sempre gostei muito do Natal.
Mas depois, há precisamente um ano, aconteceu uma coisa muito horrível que deu cabo, primeiro do Natal, depois dos aniversários das pessoas e foi por aí fora numa escalada de desgraças e acontecimentos filhosdaputa que não lembra nem ao Menino Jesus (esta expressão, apesar de gasta, faz, hoje, todo o sentido)

Resultado, há precisamente um ano mudou tudo. TU-DO.

Daí que, vendo aproximar-se a passos largos o Natal, a mim, deu-me para deixar de escrever.
maaaaaaal.
Agora primeiro que consiga pôr isto a funcionar como deve ser, vai ser um bonito…

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Todos os dias aprendo coisas novas

E esta semana tive de me debruçar afincadamente sobre o GHB, vulgo rape drug, sobre os cogumelos mágicos e sobre o MDMA, a pílula do amor mais conhecida por ecstasie.

E depois deste trabalho, fui obrigada, porque eu não queria, mas infelizmente tenho de adquirir bens essenciais lá para casa e nessa medida, preciso de ganhar dinheiro, mas como dizia, tive de me dedicar ao estudo e preparação duma coisa que envolve conceitos vários, tipo, POCAL, guias de receita, contabilidade de dinheiros públicos, Relatórios do Tribunal de Contas, documentos de conferência de contabilidade vs tesouraria, redes e funcionamento de sistemas informáticos de entidades publicas e mais umas merdas que nem vos passa pela cabeça.

Dada a natureza estupida, mas principalmente pouco clara para esta minha cabecita estouvada e pouco esperta, dos conceitos constantes do paragrafo anterior, estou esgotada.

É tudo muito lindo e coiso, ai aprender coisas novas, que bem...

Mas não fosse eu nunca ter experimentado droga de espécie alguma e hoje salteava uns cogumelos. Mágicos.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Pessoas,

Encontro-me sem inspiração
e nada de interessante tem sucedido na minha vida, que seja digno de uma linha que seja, quanto mais um post inteiro.
Ajudem-me a manter este espaço a bombar.
Aceito sugestões para teses e dissertações.

Aguardo,
truly yours,
Rachel

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

De maneira que é assim

eu nasci sem a especificidade "sentido de orientação"

daí que sou grande amiga do tom tom, mesmo muito amiga, desde que ele veio parar ao vidro da frente da minha viatura

dantes, quando não o tinha, passei por grandes trabalhos,
como daquela vez que para ir para uma terra perto de Coimbra, fui ganhar lanço a Viana do Castelo, ou da outra que para ir para Oliveira de Azeméis, fui dar a volta por Vila Real

mas depois chegou o tom tom em minha vida
foi espectacular

só há um pequeno problema
o tom tom leva-me ás cidades e vilas e assim, mas tem uma grande dificuldade em levar-me até à porta dos Tribunais
e na verdade é para isso que o tom tom serve no essencial, para ir até à portinha do Tribunal

mas não, pelos visto, em todo o Portugal, os unicos sitios (tirando o cimo dos montes) que o tom tom não conhece de lado nenhum, são as moradas dos Tribunais
daí que eu meça a minha afinidade ou falta dela, pelas cidades e vilas do meu país, pela facilidade com que se consegue chegar ao Tribunal

têm sido tempos de luta estes, my friends, mas descobri uma cena no tom tom que memoriza as posições e assim, de maneiras que, nos favoritos do GPS tenho tudo o que é Tribunal e mais uns quantos Julgados de Paz

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Já tou cheia di a oubire

olha! o que é que a Rachel traz agarrado ao sapato, é uma chiquelete? Ah não, é só a gaja que faz inqueritos sobre tudo e mais um queijo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ás tantas aceito

Vinha eu alegremente a puxar o meu trolei, sim eu tenho um trolei onde ponho as minhas ferramentas de trabalho e que anda comigo para todo o lado, que eu sofro da coluna e não posso andar carregada que nem uma mula, com malas nos ombros, e vem um dos assistentes de orientação rodoviária ter comigo e diz-me assim: olhe que eu por um euro levo-lhe o carrinho de mão todos os dias ao escritorio, quer?

Quem se lembra das vizinhas do 5º direito frente ponha o dedo no ar

Pois bem, já não são as mesmas.
As outras devem ter fugido com medo, ou assim.
Agora temos umas novas.
Muito activas. E o que quero dizer por activas é exactamente o que o leitor está a pensar.

Por mim tudo bem, mas todos os dias?!
Todos?

Olá!

Sou eu, a tua dona, remember?
Amanhã volto para te pôr a funcionar como deve ser, que isto aqui até mete dó.

Bisou.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Um dia acordei e era transparente

Juro, transparente.
Só não sei há quanto tempo isso foi.
Mas hoje acordei transparente há demasiado tempo.
Demasiado.

?

Eu gostava de saber quem é a entidade suprema que regula o desinteresse.
Não posso crer, que me tenha posto a MIM, na lista do dito. Quero lá ir escrever no livro da cor da cara dos simpsons.

Até me emocionou

dois progenitores, masculino e feminino, que já foram um dia casados, partilham a guarda de dois menores.
quinze dias na casa da mãe, quinze dias na casa do pai.
e funciona!
os miudos levam a vida numa normalidade desconcertante.
e isto, sim, é que realmente importa.
(mas que ninguém se iluda, isto só resulta se houver uma elevação moral absolutamente fora do comum, por parte dos pais.)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

E dito isto

preocupem-se mazé com os tiros nos pés que deram durante toda a sessão da manhã, que eu tenho mais que fazer. Trabalhar, por exemplo.

E no dia em que tal acontecer

é porque foi promessa ou uma merda assim.

Eu já disse que não sou pessoa de vestir fatinhos e camisinhas de gola dura,

Portanto, lixai-vos, óraite cámóne?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Moral da história, é-me muito dificil ultrapassar esta merda toda

Aconteceu-me uma coisa há uns meses que me magoou profundamente.
Quer dizer, já me tinha acontecido outra, que me tinha magoado incomensuravelmente mais e por causa disso andei aí como um cão da rua e por causa disso andava sem pêlo e magra como um cão da rua e sem ninguém que me desse um osso para eu me entreter, enfim, andava aí mesmo toda fodida.
Esse circunstancialismo, o do cão da rua, fez com que de vez em quando rosnasse e mostrasse os dentes.
Mas não era a quem me dava um osso de vez em quando, não, que a essas pessoas, mesmo sendo da rua, eu cão era agradecida, era a pessoas que se estavam bem a cagar para o facto de eu estar um cão da rua.
Ah, era uma cão tão lindo e agora anda prái a rosnar e a mostrar os dentes ou então a passar pela gente sem abanar o rabo, o cabrão do cão.
E então, um dia, alguém vai de fazer queixa à Camara Municipal, a dizer que andava ali um cão mal disposto, a rosnar sem ter razão.
Os fiscais da Câmara vieram logo, de açaime e com aquelas cenas que são um pau comprido com uma argola na ponta, que é para agarrar o cão de longe, não vá o bicho morder, ou uma merda dessas.
Encontraram-me acossada, encostada ás redes, sem possibilidade de fuga, e eu ouvia-os dizer, que sim, era um cão sarnento, malcriado e mal disposto, que já lhe tratavam da saúde, que ia ver o que era bom para a tosse... e a pessoa que chamou os fiscais toda exaltada a dizer, levem, levem, que não faz falta a ninguém, não abana o rabo, não senta nem rola, não faz nada de jeito o raça do cão, isso, isso, levem daqui esse animal...
E se bem pensaram, os fiscais assim fizeram, atiraram-me com o tal pau, apanharam-me pelo pescoço, fui de zorro até à carrinha que me conduziu ao canil.
Eu sabia que era uma questão de tempo até lá meterem outro cão da rua igual a mim.
Mas no tempo que lá passei sozinhinha, só pensava mas por que caralho aquela gente não foi capaz de me dar um banho, um prato de comida e uma manta para eu me deitar?
E depois, se eu ainda assim mordesse na mão que me deu de comer, então entregavam-se a quem quisesse aturar cães de rua mal agradecidos...
E como dizia no inicio, isso magoou-me profundamente.
Porque nem a um cão da rua, quanto mais a mim... fôda-se!

Assim de repente

Entendi como se sente o Martim Manhã.

Há mais...

Olha em volta, aponta para os meus óculos escuros, que estão ao lado da chave do carro e diz:

E também queria andar de óculos a conduzir, e tudo.

(sendo eu fumadora, trabalhadora, utilizadora de óculos escuros e condutora, olho por mim abaixo e penso que se calhar será melhor eu não me levantar, não vá o senhor apontar para o meu vestido e dizer que ela também queria andar com as pernas à mostra do joelho para baixo)