quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Para que não haja dúvidas - Isto não é um post feminista!


“Hoje em dia há muitos homens que se sentem intimidados por mulheres que são muito... mulheres. A presença feminina determinada, confiante e incisiva pode ser absolutamente aterrorizadora para homens que hoje vivem no século passado”

Li isto aqui, e fez-me lembrar que ando para cá deixar um post sobre isso, há já algum tempo.

No entanto, há que referir antes de tudo, que este blog não é dado a grandes dissertações e considerações extensas, com pretensiosismos de eloquência, sabedoria ou altivez.
Não.
É um blog simplório e tendencialmente adaptado às minhas, vamos lá, peripécias.
Ainda por cima, este tema é inesgotável, sendo que aqui vou só centrar-me na vertente da minha vida profissional.
(É que nem me atrevo a tecer qualquer consideração acerca disto, na vertente caseira, xiça!)

Depois de alguma e não foi preciso muita, reflexão, cheguei à conclusão que compito directamente com os homens, quer dizer com os homens não, com os gajos mesmo.

Andei eu convencida, ainda durante vários anos, que as gajas é que são invejosas, egoístas, ambiciosas e o meu adversário directo.
Mil perdões, estou a pontos de auto-flagelação, por semelhante injustiça!

Agora, estou plenamente convencida, que afinal elas invejam, quando muito, os meus sapatos ou as minhas carteiras, mas profissionalmente estão-se literalmente a borrifar para mim.
Na verdade, eu para elas também, no bom sentido, claro está.
Não me atrapalham, não me afligem.
E minhas amigas, sejam egoístas e ambiciosas à força toda!

A inveja e a soberba que os machos acalentam das fêmeas, é efectivamente muito superior e principalmente, mais perniciosa.
É com sobranceria, altivez e mecanismos de auto-defesa que se traduzem, invariavelmente, em ataques de mau tom, má educação e falta de formação, que os gajos “que hoje, vivem no século passado”, se defendem daquilo que não conseguem descortinar e que não é um ataque.
Eles pensam que é um ataque. Mas não é.

Mas por que raio, há-de um gajo pensar que quando eu sou “parte contrária”, estou munida de uma estratégia sinistra e bem congeminada (entre tachos e panelas, claro está), contra a pessoa dele, ou até contra o seu património?!?!?!?!

Ó amigos, eu SÓ estou aqui para trabalhar!
Eu SÓ estou aqui para fazer pela vida!
Agora, se ao fazer pela vida, tiver o saber, o engenho, a arte e o conhecimento necessário para alcançar objectivos elevados, tanto melhor! É porque me empenhei, é porque estudei, é porque trabalhei como o caraças, pá!
A que propósito hão-de vocês pensar que foi para vos quilhar a vida?
Eu quero lá saber da vossa vida para alguma coisa!
Eu nem reparo na vossa existência, quanto mais condicionar a minha, em prol da vossa desgraça…

Get a grip, ma mén.

Mas atenção, eu não tenho problema NENHUM com os homens e isto não é um post feminista!

Há-os bem resolvidinhos, corteses, bem-educados, solícitos, amigos e muito respeitadores do trabalho das colegas mulheres.

Agora, esses jovens adultos do sexo masculino, mal formados, com graves complexos de Édipo mal resolvidos, esquizofrénicos, deprimidos, mal casados, mal f**** e mal pagos.
Esses sim são piores que pragas de gafanhotos.

Uma mulher bem resolvida, confiante, segura e bem sucedida, está para esses fulanos, como as torres gémeas estiveram para o Bin:
Toca a manda-las abaixo!
(Ás vezes até num sentido estritamente sexual, o que também é extremamente insultuoso.)

A confiança, a segurança e o sucesso feminino, por regra, para os Édipos desta vida, tem uma, no máximo duas, explicações.
“A gaja abriu as pernas” ou
“Teve sorte, a cabra, eu digo-lhe como é, da próxima vez”.

Esses, os que ainda não conseguiram alcançar a confiança suficiente para bater de frente com uma mulher, sem subestimar, menosprezar e até gozar descaradamente, precisamente com o seu género (feminino), esses gajos é bater-lhes com um gato morto até ele miar, pôrra!

É que são gajos desses que, numa rodinha de machos, mas perto o suficiente da fêmea, dizem em tom de desabafo, mas com o propósito de nos esfregar com isso no focinho:

“É pá, é só gajas, elas agora são mais que as mães”.
Como se, de repente, tivessem aberto as portas das cozinhas e das sanzalas e o mercado de trabalho (principalmente aquele em que me incluo), tivesse sido inundado de ex-sopeiras, ex-mães, ex-esposas, ex-escravas…

Isto faz-me revolver as entranhas, como se estivesse um alien a rebentar de dentro para fora de mim.
Bolas, é que a razão é até bastante simples: nós somos mais em número, é só isso!
E é claro que agora se vêm mais mulheres! Então, se para cada homem, há 7!!!

Quer dizer, aproveitar o facto de estatisticamente haver 7 mulheres para cada homem, para exercitar e pôr em pratica o enxifranço sucessivo, o galanço brutamentes ou o papanço desmedido, tudo bem, os senhores batem palmas e até de pé se for preciso!

Mas, se à volta de cada gajo, há 7 gajas a querer SÓ trabalhar, sentem-se ultrajados, dá-se-lhes a fúria e desatam a marcar território como um cão com raiva, a bradar aos sete ventos que “calma lá que isto não é o Brasil e a conversa ainda não chegou à cozinha”!

Decidam-se.
Coerência meus amigos, coerência.
Rachel dixit.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Rescaldo do Red Bull - Parte II

A alturas tantas, referindo-se ao vencedor da corrida, o Pedro Murinho diz isto:

"Hannes Arch, o ex-rookie, que é o nome que se dá a quem deixou de ser rookie."

!?!?!?!
... (suspiro)

No rescaldo do Red Bull Air Race, eu tenho algumas considerações a fazer:



Deixo bem claro, desde já, que não acho piada rigorosamente nenhuma à corrida da Red Bull.

Mas ainda que um bocadito contrariada, fui ontem assistir à prova, em local privilegiado na margem de Gaia, com convite e free pass para a zona VIP, a convite gentil da Câmara Municipal.


Bom, tirando a paisagem que era breath taking, da minha bela e mui nobre cidade Invicta, aquilo pareceu-me, no mínimo, fraquinho.


Eu sei que “Air Race” quer dizer “corrida aérea”.

E também sei que é à competição que se assiste.


Mas com franqueza, eu sou do tempo do Top Gun!

Quando vejo aviões a fazer piruetas no ar a ultima coisa que vem à ideia são gajos já entradotes e todos feios (com excepção do vencedor, que não era entradote… mas que era feio).

Então, de que é que eu gostei? (Tirando as sandes de panado de frango que estavam bem boas)


Dos ASAS DE PORTUGAL!!!!!

É que para além de os aviões, todos pintados com as cores da bandeira lusa, passarem por cima das nossas cabeças em voo rasante de fazer arrepiar a espinha, lá dentro vão ….

Estas brasas!!!!!




De modo que, voltei para casa toda arrepiada, em pleno flash back e fiquei a cantar até à noite:

“Highway to the Danger Zone
Ride into the Danger Zone”


Tirem lá uns minutinhos e assistam a estes belos espécimes lusitanos, a verdadeira simbiose entre a máquina e o Homem!







quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Dá-me vontade de desatar à “bufatada”.



Mas por que raio, in the name of God, não hei-de eu poder (dever) vir trabalhar, metida dentro dum belo par de calças de ganga, carbalho? (imagem real em cima)

What the fuck, têm os meus colegas com isso?

What the hell, querem que lhes responda, quando me perguntam: “Não tens um parzinho de calças condizente com a tua profissão?”

(Suspiro!!) GET A LIFE!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Aleluia! ALELUIA!

E de modos que GANHEI a acção que, de Abril a Julho, me pôs à beira da loucura…
O que vale é que eu não sou dada a depressões, quando muito, são depressinhas, porque senão, a esta altura, estaria a babar-me para cima duma camisa-de-forças, numa casa de repouso para maluquinhos.

Foi o julgamento com mais sessões e com maior número de incidentes vergonhosos, que já tive.
E que, se Deus quiser, alguma vez terei.

É claro que aqui no “Eh pá”, não vou relatar os pormenores técnico-jurídicos ou o cariz da acção, ou até como e em que modos a mesma foi ganha, porque este blog não serve para essas coisas.

Só aqui deixo este post, porque situações houveram, que extravasaram (e muito), o plano profissional.
Coisas do género:
Na véspera ou mesmo no dia de mais uma sessão de julgamento, o meu carro era sujeito aos mais variados actos de vandalismo;
Ou mesmo, as cartas “anónimas” que recebi no escritório, chamando-me a mim e à minha mãe nomes muito feios e congratulando o facto de o meu pai ter passado metade do ano no IPO;

E é claro, que os energúmenos que me riscaram o carro todinho, os camelos que me roubaram as antenas ou as bestas que me escreveram, a coberto do anonimato, coisas como: “grande puta”, “filha da puta” e “espero que o teu pai morra amanhã”, não vão ler este post.

Mas de qualquer forma,
Senhores e senhoras, que infernizaram a minha vida durante os últimos meses, a minha amiga Madonna, tem um recadinho para vocês:



sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A minha irmã vai casar...

Liga-me ela hoje, toda eufórica, porque tinha decidido (finalmente!!!!) como seria o bolo de noiva...
Depois diz-me que "o que está a dar" são bolos de vários andares, com as figurinhas dos noivos em cima.

Penso eu: o quêêê??????????? Noivinhos????

No final da conversa pediu-me, para eu ir procurando também, uns "noivinhos" para o bolo.

Eh pá! Olha logo a mim, que Deus me perdoe e a minha rica irmãzinha também, mas que ando a modos que um pouco agastada, com estes coisas dos casamentos!

Mas lá lhe disse: "Ó Inês, eu procuro, claro que procuro, então não procuro..."

Mandei-lhe estes:





Diz ela que não gostou!

Acordei a cantar isto... e não me sai da cabeça!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

E pronto: É isto!!

Aqui está o novo Blog do Eh pá... Francamente!

Estive muito indecisa...
Acho que até ficou bonitinho.
Verdinho de esperança, com uma imagem bem lolita sem ser "corderosinha".
Nem muito sério, nem demasiado girly, que eu já não sou uma teen-ager.
Ainda estive para usar este:
Mas achei demasiado Flower Power...

Sejam HONESTOS, PF.

Parei as obras no estaminé, para cá deixar isto:

In JN:
Jovem morreu afogado num poço ao fugir da GNR
Um jovem de 21 anos morreu esta terça-feira de madrugada afogado ao cair acidentalmente num poço, em Oliveira do Bairro, quando tentava fugir de uma patrulha da GNR. Em comunicado, fonte da GNR refere que "a situação ocorreu após a patrulha detectar um motociclo a sair de uma zona de armazéns industriais na localidade de Malhapão"."Ao verificarem que este circulava sem luz e com a chapa de matrícula parcialmente encoberta, os militares deram-lhe ordem de paragem, que não foi cumprida. Foi-lhe, então, movido um seguimento sinalizado com marcha de urgência", acrescenta a fonte. Na perseguição, o indivíduo entrou numa estrada florestal saindo do campo de visão dos guardas, que acabaram por encontrar o motociclo e o capacete abandonados a cerca de três quilómetros de distância. Na altura em que os militares se encontravam junto ao veículo foram ouvidos gritos de socorro. A patrulha dirigiu-se para o local de onde provinha o som, verificando que o jovem tinha caído dentro do poço. De acordo com a GNR, as diligências tomadas para o socorrer resultaram infrutíferas. O corpo foi retirado ao início da manhã pelos bombeiros.”

No Jornal da Tarde de hoje, foram entrevistados os tios, primos, cães e gatos.
Toda a gente indignada, aos gritos:
"Ai que desgraça que aconteceu!"
E alturas tantas, sai-se um tio com esta pérola:

Se eles (GNR), não tivessem ido atrás dele, ele não tinha morrido!”
Fónix, é de mim, ou esta gajada só aprende à paulada, carago????

Este Blog está oficialmente...


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Trabalhar? Nãããããã... Ajudem e votem, sff.

Pois é, ando para aqui a engonhar, a engonhar... está na altura de assumir, sem medos:
Não me apetece trabalhar! pelo menos, não esta semana.

De modos que, ontem andei por aí a ver uns blogs todos catitas e decidi que também quero um blog muito bonito!

Mas há um pequeno problema...
Não sei programar em xml ou html, ou qualquer uma dessas siglas complicadas que fazem parte do vocabulário dos informáticos e dos entendidos em linguagem de programação.

Então lá fui eu àquelas belas páginas com templates pré-fabricados.
Procurei... procurei... e basicamente estou na mesma.

Encontrei alguns que até são bonitinhos. Mas o meu blog chama-se "Eh pá... Francamente!", não estou a ver este titulo com um belo pôr do sol no cabeçalho, ou todo vestido de côrderosinha, ou com um layout a imitar um livro antigo...

Queria uma coisa "power"!
Mas não encontrei...

No entanto, há aqui umas quantas que se calhar até podiam servir.

A quem ainda se dá ao trabalho de visitar este estaminé, agradecia do fundo do coração que se desse ao trabalho de dar a mais sincera opinião:

a) Algum destes (vêr imagens em baixo) serve?!?!?
b) Se nenhum destes servir, fico na mesma?
c) Se acham que não deve ficar na mesma, faço o quê? Valha-me Nossa senhora?








segunda-feira, 25 de agosto de 2008

E de modos que já voltei…

E bastou uma curta manhã, para que das férias só restasse como lembrança, os óculos escuros…
Da minha cadeira toda xpto, que me afaga a cervical e a lombar, a visão que tenho do meu humilde gabinete é a de sempre, prateleiras cheias de livros e papelada, papelada, papelada!

Sendo assim, resigno-me e bámos mas é trabalhar!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

And now, ladies and gentleman... FUI.

Três semaninhas aqui:


A tomar o pequeno almoço aqui,

No final da tarde, a ler duas linhas de um livro qualquer e adormecer logo a seguir, aqui,


A dar umas braçadas no final do dia de praia, aqui,


Ser principescamente massajada antes de jantar, aqui,


E jantar, de vez em quando, aqui:


Adeus e até ao meu regresso!

Salut!



quinta-feira, 31 de julho de 2008

Obrigada, Obrigada!!!

O gajo a agradecer!
Bestial!
Obrigado Paulinho, pelo link.


terça-feira, 29 de julho de 2008

Ora vão mas é para o grande raio que vos há-de partir.

Estimados. Srs. Clientes do meu humilde escritório:

Apresento, antes de mais, os meus melhores cumprimentos.
Estando a chegar ao fim, mais um ano judicial, tomei a liberdade de lhes escrever a agradecer!

Então aqui vai:
O meu sincero agradecimento pelas horas a fio que passei enfiada no meu gabinete, a ouvir as estórias que amavelmente me contaram, estórias longas e complicadas, que de consulta jurídica tinham muito pouco, mas que eu, com toda a atenção e dedicação, estoicamente aguentei, mesmo quando demoravam para lá de 2 horas.

Estou-lhes muito grata por me trazerem acções para contestar, dois dias antes de terminar o prazo, fazendo-me ficar a trabalhar dia e noite, sem comer nem dormir e sem ver a minha família.

Agradeço os telefonemas sem fim, alguns só mesmo para perguntar “como está o processo?”.
Agracio igualmente os telefonemas que me faziam às 11 da noite, porque o vizinho estava outra vez a regar as plantas e a deitar água para o vosso jardim ou porque a maldita da cunhada lhes chamou novamente nomes feios e como eu tenho “Posto da GNR” escrito na minha linda testa, deveria de imediato, receber a queixa;

Bem como os telefonemas urgentes, exactamente na altura em que me sentava para almoçar ou jantar, para me informar, alarmadíssimos, com um tom de quem acabou de ver as torres gémeas a ruir, que haviam recebido uma carta do tribunal!

Agradeço também, as visitas ao meu escritório, sem hora marcada, que me davam cabo da agenda, mas que não podia recusar, porque “era só uma palavrinha”.
Assim como as inúmeras consultas que dei, exactamente, que DEI, porque ninguém mas pagou, porque, lá está, “era só uma palavrinha”…

Também agradeço as reuniões com bancos, departamentos financeiros, recuperações de crédito e similares, em virtude do vosso do crédito mal parado, fruto do despesismo desmedido e do sobre endividamento atroz em que se colocaram, nomeadamente para fazer a comunhão aos filhos, para ir de férias para Palma de Maiorca, ou para meter um “aleron” novo no renault clio azul eléctrico.

Agradeço também, do fundo do coração, as inúmeras vezes que puseram em causa a minha estratégia processual, muitas vezes a de defesa, ensinando-me como devia proceder, pois que, são V. Exas. os licenciados em Direito e eu uma mera telefonista.

Queria também dar uma palavra de apreço ás mães, irmãs, tias e primas dos senhores clientes que se encontram encarcerados nos estabelecimentos prisionais deste país, por me cobrarem vezes sem conta, as visitas semanais que não fiz, aos pobres coitados dos inocentes presos, que na vez de uma Advogada, pelos vistos precisavam era de uma gaja que lhes mantivesse o tempo ocupado!

Quero também aproveitar a oportunidade, para lhes expressar a minha mais profunda gratidão, pelas inúmeras contas de honorários que não vieram pagar, pelos cheques sem provisão que me entregaram para pagamento dos meus serviços e pelas incontáveis vezes que discutiram com o meu funcionário, porque era “muito caro”!

Assim e sem outro assunto, me despeço com elevada estima e consideração dizendo:

Obrigadinha, mas vão mas é para o grande raio que vos hás-de partir.
Grata pela atenção
A vossa Ex-Advogada.

Adenda:
Àqueles clientes que sempre me pagaram direitinho, que nunca contestaram uma palavra que eu dissesse ou uma linha que escrevesse;
Aqueles que me entregavam as acções para contestar imediatamente no dia em que para elas eram citados, dando-me o tempo necessário para fazer o meu trabalho em condições humanamente aceitáveis;
Àqueles que nunca me incomodaram à noite ou ao fim de semana, a menos que fosse realmente urgente e absolutamente necessário, retribuindo-me em conformidade;
Àqueles que para além de me pagar os serviços prestados, ainda me ofereceram cabritos, galinhas, ovos caseiros, cinzeiros e pisa papeis em cristal, canetas de tinta permanente, pão-de-ló e bolo-rei no natal, salpicões, garrafas de vinho caro, champanhe francês e tantas coisas mais;
Àqueles que me entregaram processos complicados, mas aliciantes e com questões de Direito pertinentes;
Àqueles que cujos processos, resultaram em vitórias grandiosas (modéstia à parte) e se mostraram extremamente reconhecidos;
Àqueles que voltam sempre, independentemente da conta de honorários anterior;
Àqueles que não dão um passo sem me questionar primeiramente, evitando assim, problemas de maior…

A estes, sim, MUITO OBRIGADA, PASSEM BEM, BOAS FÉRIAS E EM SETEMBRO CÁ ESTAREMOS.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Quique…rido!!!!!

Eu que não gosto, não vejo, não percebo, nem discuto futebol, fiquei um tanto desconcertada com "isto"…



Engraçadito este Quique, sim senhor!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Dignidade? Mas qual dignidade?

Advertência:
Este post é um desabafo que se prende com a minha profissão, porém, não vou entrar em considerações sérias e pertinentes acerca do estado da Advocacia em Portugal.
Não o vou fazer por duas ordens de razões: primeiro, porque este Blog é tendencialmente “light” (com o propósito único de manter a minha sanidade mental) e segundo porque acerca disso já discursa (DEMAIS) o Sr. Bastonário.

Adiante!

Anteontem, na rádio, estavam uma data de Ilustres colegas meus, em polvorosa, a tecer sérias e extensas considerações acerca da dignidade da profissão de Advogado e o estado da Advocacia em Portugal, nos tempos conturbados que correm.

Tudo muito bonito sim senhor, a dignidade para aqui, a independência do Advogado para ali, a isenção da profissão face aos demais agentes da justiça, para acolá, enfim, mais do mesmo.
Mas depois do dia que eu tinha tido, aquilo pareceu-me tudo, um absurdo.

Nesse dia, tinha feito julgamento, num Tribunal que estava em obras.

Entre carpinteiros, pintores, marceneiros, electricistas, testemunhas, Juízes, Advogados, funcionários do tribunal e criancinhas a correr pelo átrio fora, havia de tudo…
Só faltavam cães!
Uma confusão que ninguém imagina.
Gajos a furar paredes com berbequins, a lixar o chão de madeira com umas máquinas gigantes que fazem mais pó num segundo do que o pó sinifado pelo Maradona a vida toda, um cheiro a tinta fresca, capaz de “ganzar” qualquer um, gritos estridentes de criancinhas a correr de um lado para o outro, que mais pareciam gaivotas furiosas e um calor absolutamente avassalador.

Lá entramos todos para a única sala disponível, que mais parecia uma arrecadação (se calhar até era).
Não havia ar condicionado. Com o peso da Toga em cima, cinco minutos depois do julgamento começar, já eu destilava!
A caneta escorregava-me da mão com a transpiração, o que tornava a simples tarefa de tirar apontamentos, uma tarefa inglória.

Meia hora depois, estava como se estivesse a fazer um belo dum banho turco, toda melada.

Uma hora depois, acho mesmo que já não cheirava ao meu exquisite perfume do Narciso Rodrigues e sim à mais básica e indigna transpiração de um trabalhador braçal.

Nojento.

Sei que quando sai daquele inferno de Dante e despi a mal fadada Toga, o que se tinha passado durante o julgamento, ou a dignidade da profissão, era a ultima das minhas preocupações…
Até me apetecia chorar, de tão indigna que era a minha figura.
A minha linda camisa branca da Globe estava toda emporcalhada. Nas costas uma mancha enorme de água (para não dizer suor) e junto ao cinto, toda manchada do azul Denim das minhas belas calças de ganga escura, que tinham entrado no Tribunal com um vinco impecável e saído como se fossem um trapo, mal engomado.

Mas pior, a minha recente franja, cortada "à Heidi Klum" (versão morena), toda colada à testa e o pescoço cheio de alergia, do colar da MD, que de tanta transpiração, até oxidou.

Dignidade da Profissão?
Mas qual dignidade, caramba?!?!?!?

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O Miguel Veloso do Andebol



Tenho um problemazito, como fui mãe muito nova, não tenho amigas com filhos da idade do meu.
O que complica a empreitada que é educar, porque simplesmente não tenho termo de comparação e não tenho grande linha orientadora.
Sou no fundo, uma autodidacta da educação!

Bottom line: Acho o meu filho, um pouco "estranho". Dou dez exemplos (mas podia dar vinte ou trinta):

Primeiro: Não é fervoroso jogador de Play Station, PSP, ou qualquer coisa similar.
Segundo: Passa tardes inteiras enfiado no sofá a ver a Sport TV, programas do National Geographic ou mesmo desenhos animados;
Terceiro: Não passa horas no Messenger, nem actualiza ao segundo a página do Hi5;
Quarto: Diz que já passa a semana inteira com os amigos na escola, não é necessário estar com eles ao fim de semana também(?!?)
Quinto: Não liga puto ao telemóvel;
Sexto: Ouve sempre a Antena3, em vez de ouvir Rádio Cidade;
Sétimo: É fã absoluto de Blasted Mechanism.
Oitavo: Descobri, a semana passada, que no campo de busca do google, havia a seguinte expressão: “raparigas nuas”(!?!?!?), na vez de ter "gajas boas", ou "mamas grandes", ou outra coisa do género;
Nono: A única coisa que faz questão de escolher, são as sapatilhas. De resto, veste o que eu lhe der para vestir.
Décimo: Não gosta de ficar sozinho em casa, nem tranca a porta do quarto.

Para além disso, o meu filho tem como actividade principal, ser Andebolista, na vez de estudante, conforme devia ser, mas adiante..
Há uns tempos atrás, foi convidado para fazer uma produção fotográfica para uma campanha publicitária.

Primeira reacção: “Não quero.”

A insistência da parte do pessoal envolvido lá fez com que ele aceitasse, mas contrariado.
As crianças que fotografaram com ele estavam eufóricas e percebi que, para além de fazerem vida daquilo, gostavam de “aparecer”.

Pois o meu filho é diferente, não mostrou a ninguém o resultado da produção (e aquilo ainda andou a rolar umas semanas valentes nas revistas) e a mim só disse, peremptório:

"Mãe, não quero fazer mais isto. Não quero ser o Miguel Veloso do Andebol."

(Hein?!?!?)
PS - Esqueci-me de referir que esse aí de cima é o Andebolista... nota-se pela cara que está a gostar, certo??

terça-feira, 22 de julho de 2008

Este Verão:

OUT



IN

IIIIIIINNNNNN

Enfim, a Verdade... dita pelo Prof. Pinto da Costa.



Ontem na Sic Notícias, em mais um "especial caso maddie", apesar dos "comentadores" do costume, FINALMENTE, um valor acrescentado: o ilustríssimo Prof. Pinto da Costa.
Isento, imparcial, sagaz e com a sua característica pronuncia do Norte, finalizou o programa dizendo, o que para mim, são as três grandes verdades:

"Primeiro, a Maddie, não apareceu;
Segundo, quando se zangarem as comadres descobrem-se as verdades;
Terceiro, Tenho que repensar toda a biologia dos cães pisteiros."

E este senhor não é da PJ!
Retirem daqui as vossas conclusões.