“Hoje em dia há muitos homens que se sentem intimidados por mulheres que são muito... mulheres. A presença feminina determinada, confiante e incisiva pode ser absolutamente aterrorizadora para homens que hoje vivem no século passado”
Li isto aqui, e fez-me lembrar que ando para cá deixar um post sobre isso, há já algum tempo.
No entanto, há que referir antes de tudo, que este blog não é dado a grandes dissertações e considerações extensas, com pretensiosismos de eloquência, sabedoria ou altivez.
Não.
É um blog simplório e tendencialmente adaptado às minhas, vamos lá, peripécias.
Ainda por cima, este tema é inesgotável, sendo que aqui vou só centrar-me na vertente da minha vida profissional.
(É que nem me atrevo a tecer qualquer consideração acerca disto, na vertente caseira, xiça!)
Depois de alguma e não foi preciso muita, reflexão, cheguei à conclusão que compito directamente com os homens, quer dizer com os homens não, com os gajos mesmo.
Andei eu convencida, ainda durante vários anos, que as gajas é que são invejosas, egoístas, ambiciosas e o meu adversário directo.
Mil perdões, estou a pontos de auto-flagelação, por semelhante injustiça!
Agora, estou plenamente convencida, que afinal elas invejam, quando muito, os meus sapatos ou as minhas carteiras, mas profissionalmente estão-se literalmente a borrifar para mim.
Na verdade, eu para elas também, no bom sentido, claro está.
Não me atrapalham, não me afligem.
E minhas amigas, sejam egoístas e ambiciosas à força toda!
A inveja e a soberba que os machos acalentam das fêmeas, é efectivamente muito superior e principalmente, mais perniciosa.
É com sobranceria, altivez e mecanismos de auto-defesa que se traduzem, invariavelmente, em ataques de mau tom, má educação e falta de formação, que os gajos “que hoje, vivem no século passado”, se defendem daquilo que não conseguem descortinar e que não é um ataque.
Eles pensam que é um ataque. Mas não é.
Mas por que raio, há-de um gajo pensar que quando eu sou “parte contrária”, estou munida de uma estratégia sinistra e bem congeminada (entre tachos e panelas, claro está), contra a pessoa dele, ou até contra o seu património?!?!?!?!
Ó amigos, eu SÓ estou aqui para trabalhar!
Eu SÓ estou aqui para fazer pela vida!
Agora, se ao fazer pela vida, tiver o saber, o engenho, a arte e o conhecimento necessário para alcançar objectivos elevados, tanto melhor! É porque me empenhei, é porque estudei, é porque trabalhei como o caraças, pá!
A que propósito hão-de vocês pensar que foi para vos quilhar a vida?
Eu quero lá saber da vossa vida para alguma coisa!
Eu nem reparo na vossa existência, quanto mais condicionar a minha, em prol da vossa desgraça…
Get a grip, ma mén.
Mas atenção, eu não tenho problema NENHUM com os homens e isto não é um post feminista!
Há-os bem resolvidinhos, corteses, bem-educados, solícitos, amigos e muito respeitadores do trabalho das colegas mulheres.
Agora, esses jovens adultos do sexo masculino, mal formados, com graves complexos de Édipo mal resolvidos, esquizofrénicos, deprimidos, mal casados, mal f**** e mal pagos.
Esses sim são piores que pragas de gafanhotos.
Uma mulher bem resolvida, confiante, segura e bem sucedida, está para esses fulanos, como as torres gémeas estiveram para o Bin:
Toca a manda-las abaixo!
(Ás vezes até num sentido estritamente sexual, o que também é extremamente insultuoso.)
A confiança, a segurança e o sucesso feminino, por regra, para os Édipos desta vida, tem uma, no máximo duas, explicações.
“A gaja abriu as pernas” ou
“Teve sorte, a cabra, eu digo-lhe como é, da próxima vez”.
Esses, os que ainda não conseguiram alcançar a confiança suficiente para bater de frente com uma mulher, sem subestimar, menosprezar e até gozar descaradamente, precisamente com o seu género (feminino), esses gajos é bater-lhes com um gato morto até ele miar, pôrra!
É que são gajos desses que, numa rodinha de machos, mas perto o suficiente da fêmea, dizem em tom de desabafo, mas com o propósito de nos esfregar com isso no focinho:
“É pá, é só gajas, elas agora são mais que as mães”.
Como se, de repente, tivessem aberto as portas das cozinhas e das sanzalas e o mercado de trabalho (principalmente aquele em que me incluo), tivesse sido inundado de ex-sopeiras, ex-mães, ex-esposas, ex-escravas…
Isto faz-me revolver as entranhas, como se estivesse um alien a rebentar de dentro para fora de mim.
Bolas, é que a razão é até bastante simples: nós somos mais em número, é só isso!
E é claro que agora se vêm mais mulheres! Então, se para cada homem, há 7!!!
Quer dizer, aproveitar o facto de estatisticamente haver 7 mulheres para cada homem, para exercitar e pôr em pratica o enxifranço sucessivo, o galanço brutamentes ou o papanço desmedido, tudo bem, os senhores batem palmas e até de pé se for preciso!
Mas, se à volta de cada gajo, há 7 gajas a querer SÓ trabalhar, sentem-se ultrajados, dá-se-lhes a fúria e desatam a marcar território como um cão com raiva, a bradar aos sete ventos que “calma lá que isto não é o Brasil e a conversa ainda não chegou à cozinha”!
Decidam-se.
Coerência meus amigos, coerência.
Rachel dixit.


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