domingo, 24 de janeiro de 2010

Cala-te bicha!

E tudo tem corrido como previsto.
Sábado, enfiada na cozinha durante o dia.
Deitei-me quase ás 4 da madrugada e NÃO, não fui jantar fora, endiabrada e gira da cabeça aos pés.
Não. Fiquei, outrossim, a trabalhar até horas pornográficas de tão tardias que eram, enfiada em pantufas e roupão.
Acho que vou deprimir durante um bom par de anos.
Hoje, acordei ás 9 da madrugada, dei o leite à miúda, o meu marido foi levar o mais velho, que ía não sei para onde desgraçar-se todo numa pista de downhill e depois veio buscar a criancinha, que já berrava por quantas tinha, para lhe ir mostrar os patinhos ao parque da cidade.
Entretanto já pus a carne no forno a assar e sentei-me para continuar o trabalho da madrugada de hoje.
Um silêncio bestial. Tudo certo!
Mas agora a besta da minha cadela, que pelos vistos também quer ar puro, está sentada na cadeira ao lado da minha, há mais de 20 minutos a ganir baixinho e a olhar para mim.
Estou a ficar doida, é que não consigo concentrar-me com tanta demonstração de necessidade.
Sai bicha, sai! Bicho do demónio...
Ó pá, é que daqui a pouco já cá estão todos outra vez e eu volto a ser sopeira, merda!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

É o quê, faz favor?

Ontem ao almoço,

Empregada: E a menina, vai desejar...

A menina, eu portanto: Bom, é... é... hum... é... hum... (risinhos na mesa toda), é... o... bem, o segundo prato do dia, por favor, o que não é cherne... com o queijo bem derretido, se faz favor.

Empregada: Sim senhora, fonfonfon (som que chegou a mim, quando a empregada pronunciou o prato escolhido). E para beber?

... o resto não interessa, deixo-vos e ementa anunciada:

Escutas

Pois, para mim, esses videos que apareceram hoje no iutubi, são a consagração do Luis Franco Bastos, pá!
O moço evoluiu mutchissimo na imitação. As de hoje estão muito melhores que esta, que já deve ter algum tempo, ora vê-de:


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

No seguimento do post anterior...


Não vou dormir até ás tantas, não vou almoçar francesinhas na Cufra ás três da tarde, não vou jantar fora, lá prás 11 da noite e ficar a dar à letra e a comentar a vida alheia até ás tantas da manhã, não vou apanhar uma bebedeira fabulosa, não vou tomar banho durante 45 minutos, não vou aos saldos, não vou ver séries umas atrás das outras, não vou sair de casa sozinha a que horas me apetecer e voltar quando me der na real gana…

No sábado, é sopas e merdas do género.
É isto que me espera.


Sopas e merdas do género...
Fôda-se! (suspiro)

Dantes, os meus Sábados eram muito bons.

Agenda semanal de 11 a 15 de Janeiro de 2010:
Centenas de Kms percorridos, dúzias de Requerimentos avulsos, três contestações, duas respostas a incumprimentos de responsabilidades parentais, duas escrituras de partilhas, preparar as quatro acções cíveis que têm que entrar até ao final da semana que corre, instrução de um processo disciplinar, duas revogações de contratos por mutuo acordo, um de arrendamento outro de trabalho, três reuniões das bravas com colegas, uma reunião das mais fraquinhas, uma deslocação ao local para ver uns marcos destruídos, debaixo de chuva torrencial, ventos diabólicos, eu de saltos altos, tudo isto num campo de batatas alagado, consultas várias, quatro julgamentos, deslocação ao Tribunal da Maia, para consultar um processo com 5 volumes e tomar consciência de que o que eu queria encontrar estava nas ultimas folhas do ultimo volume, vários litros de água fervida, vários bibeberons esterilizados, vários jantares feitos ás três pancadas, vários jantares engolidos à pressa, vários banhos dados à bebe, várias horas a olhar para a bebe à espera que adormeça, porque me recuso a adormecê-la ao colo, várias horas a trabalhar depois das 11 da noite, poucas horas de sono, inúmeras coisas que devia ter feito e não consegui fazer, nomeadamente tomar banho em condições…

E como dizia o outro, ao sétimo dia…
Esta que vos escreve, não descansou…

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Que se lixe se for piroso

Eu podia fazer de conta que não aconteceu.
Armava-me em cool, continuava a escrever posts armada em mete nojo e a despejar aqui a minha triste sina, sem um reparo, sem nada, armada em blasê, como se fosse cagativo, como se fosse só mais um…
Mas isto é demasiado porreiro para não dar em post, pá!
Olhem, vénia! É o que eu faço, pronto. Vénia!
É que eu passei anos acagaçada, fartei-me de ter vontade, mas cheia de vergonha, nem lá deixava uma palavra que fosse…
Um dia, lá me enchi de coragem e deixei um comentário, e depois mais um ou dois, sempre a medo, corada de vergonha, a olhar para a esquerda e para a direita, como se estivesse a fazer asneiras…
Ai sei lá, que coisa!
A verdade é que estou numa excitação valente!
Porquê?
Vê-de a caixa de comentários do post de baixo.
Já lá foram ver?
Sim, está lá um comentário da madama Rititi.
E no Rosa Cueca que leio e releio há mais de sei lá quanto tempo, o meu nome, com um linquezinho todo catita…

Agradeço e reverencio a referência, madama Rititi, vós sois a maior!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

E este, Rititi? Han?


Ando esquisita…


Sinto-me anormalmente cansada, tonta, cai-me tudo das mãos, custa-me concentrar, tenho formigueiro na ponta dos dedos da mão esquerda, vejo mal do olho esquerdo, fico enjoada com as curvas, mesmo sendo eu a conduzir, tenho dificuldade em adormecer, custa-me acordar, demoro o dobro do tempo a fazer coisas tão simples como trabalhar ou fazer a cama, esqueço-me de tudo e dou por mim, parada, a pensar, o que é que eu vinha aqui buscar? Tenho que apontar tudo e mais alguma coisa, ás vezes até nas mãos, senão, pumba, esqueço-me…
Tenho no desktop do meu computador uns stiky notes, onde aponto tudo e mais sei lá o quê. Um deles tem a seguinte lista: e passo a fazer copy/paste:

1. URGENTE: Sr. Perpetua e notificações electrónicas - ver prazos
2. Carta Ana Felix
3. Natália
4. ligar à Dª qq coisa (mulher do Sr Célio)
6. PEDIDO CIVEL AROUCA
9. Que julgamento é dia 25 Janeiro?
10. Imprimir notificação processo Conceição Marco
11. Imprimir Sentença de Arouca e mandar conta
12. Papel higiénico
13. IVA
14. comprar agenda vida económica nova – mandar gonçalo
15. alface, abóbora, frango, sopa Luisinha.

Agora estou aqui, à espera da fulana que tinha marcado consulta comigo ás 17.30, que ligou a dizer que estava atrasada, porque ainda estava na depilação... (?!?!?!?!?) Esta gente é demasiado sincera.

Enquanto não chega, vim aqui pôr no Blog a lista do que leio todos os dias, que desapareceu quando fiquei sem aquele template todo bonito que eu tinha, remember? Pronto, agora já aí está ao lado, de novo.

E posto isto, se a fulana não aparecer nos próximos 5 minutos vou à minha vida, que ainda tenho que fazer mais 50 km, dar banho à miúda, fazer o jantar, ferver água, esterilizar biberons, dar biberon, deitar a criança e lá para a meia noite, com sorte, continuo o ponto 6 da lista acima referenciada, o Pedido Civel de Arouca....

Vidas, é o que é.

Podia ser um filme… podia.

Cenário:
Gabinete do escritório.

Cena:
Consulta para Resposta a um Incumprimento de Responsabilidades Parentais.

Personagens:
Eu a minha cliente, a mãe da cliente a filha menor da cliente, com quatro anos.

(A mãe da cliente trazia enfiado na cabeça um gorro com o focinho da Hello Kitty, o que desde logo me devia ter posto alerta…)

Filme:
Entraram as três no gabinete, um bocado aos trambolhões, com a miúda à frente a comandar as tropas.
A miúda parou uns segundos, analisou rapidamente o perímetro e veio direita a mim, como se já tivesse traçado toda uma estratégia, que como verão, foi de destruição massiva…
Plantou-se ao lado da minha cadeira e gritou, sim GRITOU, “dá-me um papeeel, quero pintaaaar.”
A mãe, nem uma nem duas, a avó ainda lhe murmurou qualquer coisa do tipo, fala baixinho, mas a miúda cagou e andou.
Dei-lhe uma folha, uma caneta e disse-lhe para se sentar do outro lado da secretária.
Marimbou-se para mim também e agarrou no coisinho de pôr as canetas, como é que se chama? Aquilo onde se põem as canetas? Bem aquilo, pronto. Agarrou no coisinho e sentou-se no chão, ainda ao meu lado.
A mãe lá começou a contar a vida dela, negra como a noite e eu sempre a ver pelo canto do olho o que é que a criancinha estava a fazer.

Bom, estava, assim logo de primeiro, a riscar o soalho com um marcador florescente.
Lá arranjei um tom de voz mansinho e disse, “olha que não pode escrever no chão, vai pintar na folha que te dei, ali para ao pé da avó, está bem?”
Gritou outra vez, “Não aaaaaquiiiii.”
A mãe continuava com a lenga lenga e eu sem ouvir a ponta dum corno.
Disse outra vez à criancinha que não podia fazer riscos no chão e a avó, lá teve um rasgo de inteligência, levantou-se e veio buscá-la.
O pequeno animal desatou logo a espernear, mas lá foi arrastada para longe de mim, para o outro lado da barricada, que é como quem diz secretária.

Meus amigos!!!
Antes tivesse ficado a fazer pinturas rupestres no soalho, porque o que se seguiu provocou em mim sentimentos muito feios, quando dirigidos a uma criancinha, muito feios, mesmo.

Já sentada no colo da avó, agarrou na tesoura que estava no tal coisinho onde se põem as canetas e começou a cortar tudo o que era papel que encontrava pela frente.
Cortou dois envelopes, pegou repentinamente numa notificação que eu ainda não tinha arquivado e cortou a folha até meio, deu com a tesoura na cara da avó, quando ela lha tentou tirar, ia-se furando toda ao tentar fugir da avó com a tesoura na mão, conseguiu, sem que eu visse, tirar de cima da secretária um molho de postites daqueles que são fitinhas de plástico fininhas e cortou tudo aos bocadinhos;
Enquanto eu tirava umas cópias duns documentos que me entregou a mãe, ainda conseguiu: arrancar duas patas a um boneco que eu tenho há anos em cima da minha secretária e que me foi oferecido pelo meu filho, arrancou à dentada metade de uma mão do boneco, agrafou-lhe a outra, pintou-lhe a barriga com um marcador flurescente, pintou a capa de um processo que estava em cima da secretária, cortou a parte de cima da caixa das bolachas Maria, que estavam guardadas na estante e destruiu um ramo de flores, que eu tinha guardado dentro das portas da estante, que me tinha sido oferecido pela minha mãe, quando fiz a prova de agregação e que muito gosto tinha nele.

Juro, que quando me virei e vi o que em segundos (e garanto-vos por tudo quanto é mais sagrado que isto aconteceu em segundos) aquela criatura do demónio fez ás minhas coisas, eu tentei ir buscar o que de bom há dentro de mim, perdoar, entender que é uma criança… mas não consegui.
Ok, consegui em parte, porque não lhe dei uma carga de porrada, que era o que ela merecia.
Mas desanquei a mãe a avó, que assistiram impavidas e serenas, sem tugir nem mugir à fúria destrutiva da criancinha.

E a consulta transformou-se num sermão acerca da educação das crianças.
Transformou-se e não voltou ao que era, porque a mãe levou a mal, ficou de focinho torcido, disse que se calhar era melhor voltar noutro dia, que eu parecia estar muito nervosa e a ver pela quantidade de papelada na secretaria devia ter muito trabalho e pegou na mão da miúda, mandou levantar a mãe e adeus ó vai-te embora.

Ía a fulana já a sair pela porta fora de cabeça levantada, muito empertigada a bater com os tacões no soalho, que mais parecia um cavalo, e eu ainda a chamei:
“Olhe! A menina que deixe ficar o que leva na mão.”

Era só uma pisa papeis da Atlantis, nada de muita importância, portanto.

Aqui fica a reportagem fotográfica do que os meus nervos ainda conseguiram registar (o boneco, a caixa das bolachas, os restos do ramo de flores e o cesto do lixo, com os pedacinhos de tudo quanto aquele demónio destruiu).









sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Acho que é desta que vem aí o hate mail.

Pessoas do meu coração,
Quem me lê sabe que neste Blog não se comenta, tirando rariiiisimas excepções, assuntos da actualidade.
E não comenta por quê? Por cautela, ás vezes por preguiça, que isto de escrever muitas linhas dá-me na fraqueza e ás vezes porque me estou basicamente a marimbar para o que se passa fora do meu mundo. O que costumo fazer e amiúde é comentar os posts dos Blogs que leio e que falam sobre esses assuntos, os da actualidade.

Mas eis que sou bombardeada com a questão do casamento dos homossexuais e da adjacente questão da parentalidade de casais homossexuais.
Não há refeição que faça, que não leve com o alarido.
Não há noticiário que veja que não se entrevistem, pelo menos, uns vinte sujeitos e sujeitas de orientação sexual diferente da minha a tecer considerações inflamadas, nomadamente que a lei é uma lança em áfrica, mas é coxa, porque lhes veda o direito à adopção.

E isto está a deixar-me assaz incomodada.

Considerações:
Eu não tenho nada contra as pessoas que têm orientação sexual diferente da minha, que caso não saibam, eu digo, é hetero.
Acho lindamente que se façam à vida e assinem petições e façam manifestações e paradas e reuniões e até conspirações, para atingir os objectivos da vida deles.
Também não me incomoda nada que casem.
Agora, incomoda-me que metam as criança neste forróbódó.

Tudo muito certo quanto à adopção, tudo muito certo que se um fulano ou fulana gay quiser adoptar e for solteiro ou divorciado, ainda que de outro gay, o estado permita e que enquanto no estado civil de casado o proíba, quanto a isto estamos conversados.
É mais um contrasenso. Mas só mais um.

Mas senhores, não me quilhem.
Querem lutar pela felicidade das crianças, filhas de casais gays?
Querem?
Querem lutar por um processo de adopção justo, para casais gays?
Querem?
Sigam sempre em frente e sem medos.

Mas...
E as outras?
E as outras crianças que querem ser felizes e adoptadas em condições humanas, por casais que não são gays?
Han?
E essas?

É que, com tanta, mas tanta, actividade legislativa, este país continua a negligenciar a esquecer, a obliterar a legislação sobre menores, crianças e jovens em risco e adopção.
Só se lembram que este particular do Direito existe quando a Esmeralda chora, ou quando a miuda russa é filmada a levar pancada da mãe.

Por isso, e só por isso, é que sou absolutamente contra todo este falatório acerca da regulamentação da parentalidade dos casais gays.

É pá, façam o barulho que quiserem, mas façam-no com a mão na consciência.
Deixem-se lá de merdas por serem gays e assinem petições, façam manifestações, paradas e reuniões e até conspirações, enrouqueçam de tanto falar para as televisões…
Mas não na qualidade de gays que são, mas como cidadãos portugueses que não deixam de ser.

Cara aberta

Darling do meu coração!

Mas que é essa merda? Hán?
Pote andante?! Dietas rigorosas?! Sem objectivos?! SEM ALEGRIA DE VIVER?!?!?!?!?!?!
Ensandeceste, pronto.
Ó pá, eu vou aí. Vou aí mas é para te dar uma carga de porrada tão grande que não te levantas durante uma semana.

Essa que me escreveu eu não conheço, desculpa lá!

Ai, ai ai… ai a menina! Mau Maria!

Mais de resto, quanto ao encontro, pelo menos no meu aniversário é sagradinho.
E comes bolo e bebes champanhe e até apanhamos uma bebedeira as duas, que me anda bem a apetecer, que dizes?

beijo grande, ó sua doida!

para cima, a cabeça e tudo o resto para cima! já basta a puta da lei da gravidade que já não ajuda...


Love,

Rach

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Upedaites do regime

Já visto TU-DO do antigamente!!!!!
Oh Yeh!
Go Rachel, Go shake it, Go Rachel, Go shake it!

Liynaa Dancing Gif Pictures, Images and Photos

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

E dia 31, quando chegar a meia-noite…

…Vou estar a desejar:

Saudinha para todos os meus queridos, família e amigos. E já agora, inimigos também, que isto sem eles era uma chatice.
Dinheiro com fartura suficiente.
Alteração das leis fiscais, no sentido de considerar os cães como dependentes para efeitos de IRS, o que fazia da minha família, uma família numerosa, com todos os benefícios fiscais que daí advêm.
Discernimento suficiente para continuar fiel aos meus princípios.
Pagamento de todas as contas dos meus honorários, que se encontram em atraso, algumas que já transitaram do ano passado.
Que nada de mal aconteça à minha empregada doméstica.

(E talvez peça ao ano novo que me traga um feitio mais simpático, não para proveito próprio, mas para deleite dos meus próximos, que pelos vistos se vêem aflitos comigo.)

2009 passou num instantinho, caraças.

Efemérides:
Em Maio de 2009 faleceu a minha Avó, mas logo em Julho nasceu a minha filha.
É a lei das compensações a funcionar. Afinal o Universo devolve aquilo que retira, neste caso, o amor em estado puríssimo.
2009 levou-me um amor, mas trouxe-me outro.

As frases que retenho são:
“Soltem a parede”
“Arebaguandi”
“A bebé acordou… outra vez”

E é isto. Tudo o mais foi a vida a andar para a frente, sempre a trinta e nove e prego a fundo.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal

A todos, todos, TO-DOS!

(Rachel in minimal mode. É que nem tempo tenho para procurar uma merda duma imagem para aqui deixar…)

(Ah! É verdade! Rapidamente queria agradecer a prenda de Natal que o meu marido recebeu da empresa para a qual labuta e que a mim muito me encantou. Sei que do pêlo lhe sai, mas agradeço na mesma o carro novo, que veio com tudo de borla, de BOR-LA!)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O facebook é o recreio dos crescidos.

O facebook para mim, é um emaranhado de cenas que me põe zonza.
É muita informação ao mesmo tempo e eu não me desenvencilho de tanta actualização.
Aquilo está cheio de coisas que oferecem uns aos outros, ele é corações e árvores de Natal e beijos e sei lá mais o quê, tudo acompanhado de comentários muita dengosos e lamechas, as gajas a mandar beijos a outras gajas e as que receberam os beijos a retribuir com arvores de natal e corações e frases muita pirosas…
E os comentários ás fotos? Ui…
É evidente que lá pomos as melhores fotos, as que estamos mesmo bem, aquelas em que a família parece um postal ilustrado, aquelas em que o nosso melhor ângulo, está ainda melhor, nem que tenha sido tirada há 10 anos, quando ainda éramos magros e bonitos e jovens e etc.
Olha eu por exemplo! Não há lá uma única foto minha depois de ter parido a minha filha! Não faltava mais nada! Já basta ter que conviver pessoalmente com os amigos mais chegados, ia mesmo lá meter a prova da minha desgraça… só se fosse doida!
Só volto a por a minha face no livro das caras, quando estiver convencida que o pior já passou (e com pior refiro-me ás formas roliças).

E aquela cena que eu nunca entendi, mas que me parece ser muito popular, das quintas virtuais em que se tem que clicar em vacas para lhes dar de comer e sei lá mais o quê?!?!

Pois os meus nervos não aguentavam. Já me vejo grega para fazer andar a minha vida, era bonito se me metesse agora a brincar aos fazendeiros e a dar de comer ás vacas, como os putos fazem aos tamagochis. Morria tudo de fome logo no segundo dia.

Mas eu gosto daquilo, gosto de ler e cuscar a vida de toda a gente, mas o que verdadeiramente me fascina, são os nomes dos grupos que se vão criando.
Viva a fertilidade da sôdona imaginação!
Ontem aderi a dois que muito me encantam. Aderi, só. Porque nem vou ver o que vai lá dentro.

RedBull Air Race Lisboa 2010: EU NÃO VOU!
e
SÓCRATES - CONTINUAMOS A NÃO GOSTAR DE TI

Agora vou lá ver como se faz para ser fã do Pocoyo.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ai que eu já nem me lembrava como era…

Hoje viajei de carro sem a minha filha de cinco meses no banco ao lado e conduzi em excesso de velocidade, a ouvir Muse com o volume no máximo e a fumar cigarros!

Foi O momento da semana. Talvez o do mês, até.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A suprema desilusão

Há aquelas (as desilusões) que são como a crónica da morte, que era anunciada.
Mas que não deixam de queimar por dentro, roer e corroer, da mesma forma, tal e qual como se fossem de todo inesperadas.
Se calhar até mais, porque sabemos que vai acontecer, que é fatal como o destino, só não sabemos é quando…

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Considerações

Pois que hoje acaba-me o prazo para uma oposição a uma execução e penhora, com impugnação de assinaturas.
Acaba-me o prazo para interpor Recurso de uma sentença em processo penal.
E acaba-me o prazo para uma Resposta a uma acção cível de diminuta importância.
Pois que está tudo começado e nada está acabado.
E o que eu estou a fazer?
Estou a escrever posts no Blog,
Estou a chegar os brinquedos, que a minha filha de quase 5 meses atira repetidamente para o chão (já sem me preocupar sequer em sacudi-los ou desinfectá-los, já só lhos dou e pronto)
Estou a ouvir o Canal Panda e a fazer horas para lhe dar o Cerlac.

Entretanto vou rezando a todos os anjinhos natalícios e ao menino Jesus que faça a miúda dormir, para eu me poder concentrar, acabar tudo quanto me falta, riscar essas tarefas do “to do” e respirar de alivio, sem ser necessário andar a minutar peças em contra-relógio, para entrarem no Citius até à meia noite.
Até porque logo à noite dá os Ídolos na têbê e não me apetece estar agarrada ás teclas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A posta vai ser longa. Eu acho que é de ler, mas vocês é que sabem.


Na última assembleia de comarca, fiz a seguinte intervenção:

"Com a implementação rigorosa das novas regras das circunscrições, o que se espera que aconteça no 2º ou 3º trimestre do próximo ano, o Tribunal da nossa Comarca deverá ficar com competência exclusiva. A competência exclusiva atribuída, ao que tudo indica é a executiva.
Em suma, a pratica da advocacia, como a conhecemos e praticamos, até hoje, deixará de existir.
Não querendo entrar em detalhes exaustivos, basta que façamos um exercício mental curto e com um exemplo de pouca significância, como o que vai custar aos clientes fazer seguir um processo crime, de um crime particular, para perceber o impacto nas questões verdadeiramente complicadas, já para não dizer, rentáveis, que serão de sobremaneira irremediavelmente afectadas."

Agora pausa. Respirar.

Porque isto foi o que eu disse e isto porque, ao contrario do que muitos podem pensar, mesmo sendo uma mistura entre camionista e estivador, sou uma senhora deveras profissional e não me expresso só através de palavrões, alarvidades e frases propositadamente mal construídas. Mas na verdade, no meu íntimozinho, o que lhes queria dizer era:

Coleguinhas do meu coração empedernido e desprovido de emoções, aqueles processos fajutos de injurias e merdas do género que fazíamos todos os dias, de olhinhos fechados e à ceguinho seja eu e que tão bom dinheirinhos nos traziam, porque davam pouco trabalho, nenhuma despesa e parece que não, mas no final do mês davam para pagar muita conta lá do escritório, esses processos, esqueçam, ok? Esqueçam, porque basta vir o primeiro e ver a confusão que vai ser mais o dinheirão que vai ter que pagar, que não vem mais nenhum.

Então vejam, vem o Armindo ali de trás das couves, ao vosso escritório e diz que quer seguir com queixa-crime contra o Berto que lhe gritou: “Vai levar no cú ó paneleiro”.
E vocês seguem com o processo.
O Armindo, que viveu sempre do trabalho, não tem poupanças, mas que porque tem paga e registada no seu nome, a casa em que mora e que construiu ele mesmo, com as suas mãos, durante 20 anos, a assentar tijolos ao fim de semana, não tem direito ao Apoio Judiciário, por isso, incha logo com 204,00 euros, para se constituir Assistente.
Depois temos que dizer ao Armindo que o Tribunal agora já não funciona aqui, fica a 50 km.
E também dizemos ao Armindo, que uma vez que o processo não corre aqui, vamos ter que lhe cobrar mais uns euritos, por causa das deslocações e que ele próprio vai ter que gastar ainda umas massas valentes, sempre que tiver que se deslocar ao Tribunal.
Depois a alturas tantas pedimos-lhe as testemunhas.
Vem o Armindo a enrolar o chapéu nas mãos muito nervoso a dizer que ai Srª Drª, ninguém quer vir servir de testemunha porque não têm transporte para tão longe, se fosse aqui tinha umas vinte, mas como é tão longe não sei se consigo levar alguém.
Dizemos ao Armindo que tem de andar da perna, senão bem que come pela medida grande.
O Armindo lá consegue convencer três pessoinhas, que no dia do julgamento vão com ele na carrinha de caixa aberta e como são um bando de aproveitadores, ainda mamam o almoço à custa do Armindo.
Ficcionemos agora, porque só mesmo no plano da ficção é que vai acontecer, que o julgamento do Armindo é feito na primeira marcação.
No dia, as testemunhas do Armindo, que mais pareciam possuídas pelo demónio, engasgam-se, atrapalham-se, metem os pés pelas mãos e não dizem nada de jeito.
Sentença: O Arguido beneficia do in dúbio pró réu e é absolvido.

O Armindo incha com as custas.
O Armindo recebe a nossa conta de honorários.

Quando vier pagar o Armindo vai dizer, ai Srª Drª, se eu soubesse que isto me ia custar os olhos da cara e os pêlos do cú, mais valia mesmo era ter ido levar nele.